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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

São Silvestre 2011 - A última corrida do ano


video


No dia 31 de dezembro de 2011 participei da última corrida do ano, a São Silvestre. O vídeo acima é da chegada, lá no Parque do Ibirapuera. Estou com camiseta amarela, e quando chego apareço na parte esquerda do vídeo, e levanto as mãos.

Apesar do meu respeitável histórico de corridas de 2011, digamos que eu não estava lá tão preparado para enfrentar esses 15km, pois literalmente tirei o pé dos treinos nos meses de novembro e dezembro.

Aliás, nem ia correr a São Silvestre, mas de última hora mudamos os planos, pois ao invés de viajar resolvemos passar a virada do ano aqui mesmo em São Paulo, e acabei ganhando uma inscrição do amigo William, do Rio de Janeiro, por intermédio da Isabel, a quem novamente deixo aqui os agradecimentos.

Antes da largada me encontrei com duas tribos de amigos de corridas as quais faço parte, os Twitters'run, dessas fotos, e também os BALEIAS (até o Wu e o Cláudio Dundes eu encontrei!!! - além de outros amigos que não lembro o nome). Como ambos marcaram encontro na mesma região da Rua Pamplona, ora ficava num canto, ora no outro.

As três fotos a seguir são do @fabianopaixao, numa animada conversa antes da corrida com os amigos Twitters'run. Infelizmente não pude correr com a camiseta da querida Equipe BALEIAS, pois como vocês podem perceber, a minha barriguinha está um pouco saliente, e esta camiseta amarela era a mais confortável.




Exceto se eu estiver enganado, a corrida começou 10 minutos adiantada, quando começaram os primeiros pingos de chuva na Av. Paulista. Aliás, a corrida transcorreu inteiramente debaixo duma forte e deliciosa chuva.

Logo de cara percebi que estava bem fora de forma, pois naquele pequeno túnel que dá na Av. Dr. Arnaldo por pouco não abri o bico. Mas a alegria é que em seguida descemos à direita em sentido ao estádio Paulo Machado de Carvalho, mais conhecido como Pacaembu, onde o Corinthians não cansa de nos dar alegrias.

Foto da Largada (www.webrun.com.br
Essa descida é muito íngreme, difícil mesmo, e a chuva nos tornava cautelosos, pois como chovia demais,  todos ficavam com medo de escorregar e estragar a festa. Além disso tínhamos que desviar das faixas de marcação de trânsito no chão, já que escorregam a valer.

Passou por mim um tiozinho de sapatos, mendigo, com barba por fazer, e nem sei se ele foi até o fim, mas só não me deixou comendo poeira porque chovia muito.

Quando passamos em frente ao estádio a minha vontade de fazer xixi era inacreditável. Mas havia policiais, inclusive feminina, durante todo o trajeto. Era impossível 'dar um perdido' para aliviar essa necessidade básica. Minha esposa até me perguntou: 'porque não fez xixi na roupa mesmo, já que chovia' - e olha que isso nem passou pela minha cabeça?! Me parece algo tão esdrúxulo, mas nem sei se conseguiria e segui adiante, apertado, torcendo para surgir algum banheiro químico.

Uma diferença do trajeto anterior da São Silvestre percebi logo de cara. Os espectadores do Pacaembu me desculpem, mas são muito sem graça. Pode ser que ainda falte tradição naquela região. Pode ser também que  fosse a chuva. Mas o fato é que ali os poucos gatos pingados pareciam presenciar a passagem de um funeral.

Ao contrário, fosse na Consolação, Av. São João e no Minhocão (Elevado Costa e Silva), que foram cortados do novo trajeto, a animação era sempre gratificante e inusitada. Lembro que no Elevado Costa e Silva os moradores dos prédios faziam verdadeiras performances e nos divertiam a valer.

Enfim, terminando a Av. Pacaembu o trajeto é basicamente o do circuito anterior, com exceção de um ou dois trechos insignificantes e da parte final, que logo a seguir mencionarei. Então entramos na Av. Marquês de São Vicente, e no viaduto da Av. Rudge eu realmente estava apertado. Como é ruim correr assim!

Pouco depois dos prédios da Porto Seguro Seguros havia um posto da Gatorade, e foi aí que lembrei de uma sugestão que dei na prova Sargento Gonzaguinha, em 2010, para que mudassem a forma de servir os corredores. E não é que a Gatorade nos serviu com saquinhos plásticos?! Fantástico! Ao invés de correr com copinhos, bastava pegar o saquinho, dar uma mordida e se deliciar com a bebida. Mas para quem precisava fazer xixi, era tudo que eu não precisava.

Mas por sorte quando chegamos na Praça Princesa Isabel havia dois banheiros químicos unissex. Alguns corredores e corredoras aguardavam sua vez e fiquei lá esperando ansiosamente. Cada um que saía da casinha fazia uma cara de nojo... quando entrei percebi... (enfim, vou pular essa parte).

Voltei a corrida renovado, e antes mesmo de novamente me concentrar para a prova me diverti com outros corredores sobre o comentário de um bêbado:

- Viva o Rei da França!!!!!

Quase que iniciou-se uma discussão entre alguns atletas sobre a queda da bastilha e a monarquia, mas ainda faltava muito para terminar a prova e achamos melhor deixar de história (literalmente), embora nos divertíssemos com o comentário, provavelmente motivado por alguém fantasiado de rei.

A São Silvestre me parecia interminável. Apesar de me sentir bem melhor, estava cansado e não via a hora de acabar. Quando subíamos a Av. Brigadeiro eu tentava fazer algo para o tempo passar, e dava tapinhas nas costas de quem caminhava, incentivando. Mero passa-tempo!

Quando chegamos na Av. Paulista eu virei à direita de brincadeira, mas não teve graça nenhuma, pois não havia qualquer Twitters'run ali, e quem assistia nem achou que eu havia errado. Enfim, voltei para o centro da Brigadeiro, atravessei a Paulista e comecei aquela descida chatinha em direção ao Parque do Ibirapuera.

Percebi que a maioria diminuía muito a velocidade nessa decida. Tive que encontrar uma forma de desviar para não trombar em alguém. Perto do Pão de Açúcar terminou a inclinação, e como a chuva não cessava um minuto, os cuidados permaneciam, até porque o asfalto tinha muitos buracos perigosos. Mas logo corremos mais um pequeno trecho e a corrida terminava.

A quantidade de corredores era tão grande que a organização pedia para que continuássemos correndo após cruzar a linha de chegada, e no vídeo do início desse post você pode perceber que ainda continuo correndo para ajudar a evitar tumulto.

Se não me engano terminei com o tempo líquido de 1h46, mas corri sem relógio e sem qualquer cronômetro, apenas tentando me divertir.

Após a chegada o local para retirada do kit era numa lamaceira só. Imagine a chuva caindo a valer e você tendo que andar devagar, como se pisando em ovos, para não escorregar e se encher de barro. Era esse o cenário daquele local medonho, no gramado do Ibirapuera.

A chegada no Ibirapuera não teve qualquer glamour, enfim, foi algo tão sem graça que parecia que eu terminava uma corridinha qualquer, daquelas de 10km. A São Silvestre desse ano foi assim. Uma prova qualquer, que por conta de sua magia continua a ser a São Silvestre e a atrair as pessoas.

Será que a chuva estragou a chegada? Talvez. Pode ser que tenha influenciado, admito. Aliás, acredito mesmo que embora seja gostoso correr debaixo de chuva, a festa poderia ser mais bonita se o tempo estivesse diferente.

Muito molhado, havia marcado de encontrar o Cláudio Dundes para tomar uma cervejinha, mas diante da situação e da lama, achei melhor ir logo pra casa e já me desculpei com o amigo via email. Foi assim, a última corrida do ano.

Joel dos Santos Leitão, 03 de Janeiro de 2012.

5 comentários:

Xampa disse...

Valeu. lavou a alma, litwralmente.

claudio dundes disse...

Joel,
Parabéns pela perseverança que eu NÃO TIVE, nem lembro onde, mas num local que a chuva estava bem forte eu aproveitei e liberei o xixi que vc prendeu a corrida toda. Me mijei, risos!!!!!
Até achei que ficaria assado, mas que nada, com aquela chuva!!!!

A cervejinha a gente toma outra hora. A corrida foi boa. Só faltou um som de rock para ser a versão corristica do SWU lamacento.... Show!

Rafa Braga disse...

Fala Joel, blz?
Cara, também corri esse ano (tempo: 1h38m) e concordo com você em vários aspectos...Passou pela minha cabeça urinar nas calças (logo após o Pacaembu) mas talvez isso causasse uma assadura "daquelas" entre as coxas, não?
Quanto a chegada, acho que teria sido bem interessante se não tivesse aquele cenário de pântano...as pessoas sentariam, tirariam fotos, etc...Mas todos queriam era sair logo daquele "frio". Vamos ver em 2012.
Abraço

BMW disse...

Ae Joel, correr a SS só mesmo num plano B né. Lendo os relatos da turma, acho que até peguei pesado no meu blog. Também corri bem desmotivado, mas a cervejinha não faltou... levei meia dúzia de heineken (dividas com um amigo) na bolsa térmica e deixei no carro, não via a hora de fazer daquele chuva e comemorar a chegada de 2012 rs.

Abrx, um excelente 2012 e até breve. Michel
http://bmw-runner.blogspot.com

tutta disse...

Concordo plenamente que a chegada da São Silvestre no Ibirapuera tirou todo o 'glamour'. Mas, acredito que foi a melhor escolha, pois a Avenida Paulista não teria condições de suportar tantos atletas.
O novo percurso não foi dos melhores também. Muitas descidas fortes demais.
Mas, enfim... Foi uma boa prova.

Parabéns pela participação.

Abraço e bom ano de 2012.


tutta/BALEIAS/PR
www.correndocorridas.blogspot.com